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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Saúde: 21 Agente de Combate a Endemia foram demitidos em Canindé de São Francisco

Imagem/Ilustrativa
CANINDÉ, Sergipe - No município que gasta mais de 1 MILHÃO DE REAIS com carnaval, em pleno período de seca, quem fica sem à assistência do ACE - Agentes de Combate a Endemias, é a população canindeense. O que o secretário de Saúde tem a dizer? Haverá Concurso Público?








Valdir Inácio
Graduando em Gestão Pública

Função e importância do ACE

Vistoria de residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para buscar focos endêmicos. Inspeção cuidadosa de caixas d’água, calhas e telhados. Aplicação de larvicidas e inseticidas. Orientações quanto à prevenção e tratamento de doenças infecciosas. Recenseamento de animais. Essas atividades são fundamentais para prevenir e controlar doenças como dengue, chagas, leishmaniose e malária e fazem parte das atribuições do agente de combate de endemias (ACE). 

O ACE é um profissional fundamental para o controle de endemias e deve trabalhar de forma integrada às equipes de atenção básica na Estratégia Saúde da Família, participando das reuniões e trabalhando sempre em parceria com o ACS - Agente Comunitário de Saúde. Além disso, o agente de endemias pode contribuir para promover uma integração entre as vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental. Pois, como está em contato permanente com a comunidade onde trabalha, esse profissional conhece os principais problemas da região que trabalha e pode envolver a população na busca da solução dessas questões.

Curioso

Imagem/Divulgação
Se de um lado a Prefeitura concede a mudança de letra para os Agentes de Combate a Endemias, aumentando seu salário. Do outro, exonera 21 Agentes de Combate a Endemias, sem justificativa alguma.

De acordo com o presidente da ACACSACE - Associação dos Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias, José Adaílton, são 18 funcionários efetivos da área. Desses, estão trabalhando cerca de 12 a 13 agentes. 

Mesmo com os 21 ACE que foram demitidos, já existia uma carência na cobertura de todo o município por parte do profissional em questão. Ressaltando que, caso a Secretaria de Saúde não contrate outros pessoas, os 13 agentes efetivos ficarão sobrecarregados. Dessa forma, precarizando ainda mais o serviço ofertado.

Enfim, resta a sociedade canindeense fazer sua parte, combatendo qualquer foco endêmico. 

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