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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Prefeito prefere renunciar a roubar o dinheiro público. Se o bom exemplo fosse um vírus, a sociedade seria a mais beneficiada!

CANINDÉ, Sergipe - Políticos como Márcio Faber (PV), Paranapanema/SP, se conta nos dedos. Ele poderia usar de artimanha para lograr a vereança em fim de mandato para aprovar nos bastidores aumento de salário. Mas, ao invés de manipular, prometer, mentir e não cumprir, optou por renunciar ao cargo de prefeito. Mostrando que ainda existem cidadãos honestos na política. 

Bem que os prefeitos, gestores e políticos dos nosso país poderiam seguir o bom exemplo, não renunciando, mas, sendo HONESTO no cumprimento do seu dever e na aplicação do dinheiro público. A esse cidadão eu tiro o chapéu. E você?


Valdir Inácio
Graduando em Gestão Pública

Com um salário cinco vezes menor do que de sua profissão como médico, Márcio Fabio, gestor da cidade de Paranapanema, na região sudoeste do Estado de São Paulo, recebia mensalmente o salário bruto de R$ 5.850,00. Ou seja, ele abriu mão do salário e voltou a dedicar-se as especialidades de ginecologia e obstetrícia.

O salário cinco vezes menor que o de médico levou o prefeito Márcio Faber (PV), de Paranapanema, no sudoeste paulista, a renunciar ao cargo, nesta quarta-feira (31). Ele abriu mão de um salário bruto de R$ 5.850,00 por mês e voltou a se dedicar à ginecologia e obstetrícia, suas especializações médicas. "Eu tinha duas opções, ou voltava a trabalhar como médico e ganhava meu dinheiro honestamente, ou tirava isso da prefeitura. Preferi sair a roubar o cofre público", disse.

Eleito em outubro de 2012 com 55% dos votos válidos, Faber ficou à frente da prefeitura apenas sete meses. Antes de ser prefeito, ele atendia os pacientes no Hospital Municipal de Paranapanema e em unidades de saúde da região, obtendo ganhos de R$ 30 mil mensais. Ao sair candidato, Faber sabia qual seria o salário como prefeito. "Achei que pudesse conciliar com a medicina, mas não deu. Como há uma indefinição jurídica, preferi renunciar a correr o risco de uma possível cassação."

Casado, 35 anos, pai de duas filhas, Faber contou que sua situação financeira se complicou com a redução de salário e ele não estava conseguindo dar à família o mesmo padrão de vida. "O prefeito que quer ficar milionário na prefeitura, ele fica, mas não nasci para isso. Meu pai não me ensinou a ser assim, por isso preferi deixar o cargo", disse. O agora ex-prefeito já conseguiu trabalho. Nesta quinta-feira (1), ele passou a atender em unidades de saúde na região de Itapetininga.

Na cidade, de 17.999 habitantes, sua decisão divide opiniões. "Ele não estava conseguindo cumprir as promessas de campanha e havia indícios de que continuava atuando como médico. Ele acabou saindo porque a Câmara começava a investigar", disse o presidente do Legislativo, Leonardo de Araújo (PSDB). "Ele pegou a cidade destruída e estava ajeitando, é um político honesto", defendeu o servidor municipal Flávio Dias.

Faber garantiu que seu governo ia bem e o único fator que pesou em sua decisão foi mesmo a questão salarial. "Deixo a prefeitura arrumada e em boas mãos, com pessoas honestas nos lugares certos." Ele foi eleito em outubro de 2012 com 5.873 votos. Era a primeira vez que o médico concorria a um cargo público. Com a renúncia, o vice-prefeito Antonio Hiromiti Nakagawa (PV) assumiu a prefeitura.

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