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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Canindé: a cidade dos barrageiros

CANINDÉ, Sergipe - Republicamos matéria do Jornal Cinform que fala do primeiro ano de mandato do prefeito Heleno Silva à frente da Prefeitura de Canindé de São Francisco. Confira.















por V.Inácio, da redação


O ex-deputado federal Heleno Silva, PR, chegou com coragem à Prefeitura de Canindé de São Francisco. Coragem pelo menos para gastar o dinheiro e não fazer a mínima diferença como um gestor público.

Por essa linha, Heleno encerrou 2013 suplementando o orçamento da cidade em 15%. Gastou muito e fez pouco. Quase nada. Depois dele, Canindé ficou conhecida como a “cidade dos barrageiros”.

Não pelo fato de ali haver uma das maiores barragens da Chesf, a de Xingó, que, inclusive, é responsável pela riqueza visível do lugar. Ou melhor, pela riqueza das finanças públicas, e não tanto assim das pessoas que vivem ali.

Mas a “cidade dos barrageiros”porque os homens maduros, pais de família, e os jovens do município, estão dando a Sergipe o maior referencial de êxodo, arribando daqui para o Pará, em busca de trabalho na Hidrelétrica de Belo Monte, a terceira maior do mundo, em construção pelo Governo Federal.

“Em Curituba, povoado onde moro, 60% dos homens foram embora em busca de emprego, deixando as suas famílias. Vão para essa obra grande, para São Paulo, para Salvador, para Recife”, diz a vereadora Ivone Alves Feitosa, a Ivone de Tony, PDT. “Heleno é um prefeito que fala mais do que faz”, admite a vereadora.

E olhe, caro leitor, que Heleno, o gastão e prometedor, toca um dos municípios mais ricos do Estado. A previsão orçamentária para a gestão dele em 2014 é de nada menos que R$ 110 milhões para uma cidade com 27 mil pessoas.

Agora, compare, leitor. Nossa Senhora do Socorro, com 6,3 vezes mais população que Canindé (172 mil pessoas), tem um orçamento de R$ 208 milhões. Por essa proporção, é como se Canindé tivesse um orçamento de mais de R$ 660 milhões por ano.

Talvez por esse fluxo de caixa grandioso é que Heleno Silva tenha o exorbitante número de 13 Secretaria municipais, quadro Coordenadorias (com status de Secretarias) e 300 cargos em comissão que se sobrepõem aos 800 empregos efetivos numa cidade com população não tão grande.

“Ele abandonou a juventude de Canindé”, diz Ivone de Tony. Pelo visto, não foi só a juventude, não, vereadora. Ele abandonou, também, a vontade de inovar e a de fazer a diferença num município que tem o melhor dos meios, que é o financeiro.



Fonte: Jornal Cinform (20/01/2014) - caderno 1, página 3.


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