Outras páginas

segunda-feira, 9 de julho de 2018

LULA LIVRE

Por Valdir Inácio
Graduado em Gestão Pública
Com informações da Agência Brasil, ISTO É,  PT

Foto: Ricardo Stuckert
Depois de uma indecisão jurídica envolvendo dois desembargadores, Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, onde o primeiro concedeu habeas corpus ao ex-presidente Lula, e o segundo suspendeu a ordem de habeas que tinha sido dada pelo plantonista da Corte. Foi necessária a intervenção do presidente do TRF da 4ª região para sanar o imbroglio no final da noite de domingo (08/07).

Infelizmente, o que ficou claro com todo esse espetáculo é que as instituições jurídicas de nosso país estão batendo cabeça em torno de decisões tomadas. Isso reforça a desconfiança da sociedade nestas instituições que foram criadas com o objetivo de dirimir os conflitos gerados pela sociedade.

Continue lendo, clique aqui.

A indecisão jurídica, quebra de braço digamos assim, dominou todo o dia de domingo, até que o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Thompson Flores, manteve a decisão que do relator da Lava Jato João Pedro Gebran Neto. Com isso, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, continua preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em nota disse acompanhar atentamente os tramites do caso. Ela mantém sua posição em defender a execução da pena após confirmação da condenação em segunda instância pela Justiça.

“A PGR reitera a posição da instituição, que defende a execução da pena após a confirmação da condenação em segunda instância, o que garante o duplo grau de jurisdição e afasta a presunção de inocência, dando segurança jurídica às decisões judiciais”, diz o texto divulgado na noite de domingo (8) pela PGR.

Jornais do mundo reagiram ao caso, veja.

O argentino “Clarín” descreveu em reportagem a “autêntica guerra de resoluções despregada de forma desenfreada ao redor da liberdade de Lula”. O periódico também lembrou que Moro, por estar de férias, poderá sofrer sanções por agir à margem da lei.

O “New York Times” chamou de “alvoroço legal” as decisões conflitantes sobre a soltura de Lula. O jornal norte-americano destacou ainda que o Brasil está em período pré-eleitoral e que a ordem de soltar Lula foi a “mais recente reviravolta na corrida presidencial de outubro”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos pela sua visita e comentário.