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terça-feira, 10 de julho de 2018

PAGAMENTO EM DIA, QUESTÃO ADMINISTRATIVA

Por Valdir Inácio
Graduado em Gestão Pública

Créditos: Divulgação

Não é novidade que a política brasileira está um lixo, mas isso não pode ser uma justificativa para deixarmos de fazer o que é correto aos olhos da lei e da sociedade.

É bem verdade, que a maioria esmagadora, dos gestores públicos não são gestores. Uns são fabricados em meio a grupos politiqueiros, outros não passam de aventureiros, que na maioria das vezes logram êxito em suas candidaturas, porém acabam com os cofres públicos das prefeituras brasileiras.

Outra verdade é que o eleitor tem parte de responsabilidade nas escolhas de seus representantes - vereadores e prefeitos. Pois, dão uma procuração em branco para que eles tomem decisões visando seus interesses escusos, com rara exceção. Outra verdade é que os edis que tem o papel de fiscalizar as ações do prefeito (Executivo), apreciar, criar e aprovar leis, em 99% dos casos legisla em causa própria. Contribuindo negativamente para o enfraquecimento da democracia representativa, quando deveria defender os interesses da população em todos os momentos do mandato. Poderia exemplificar e apresentar um quadro ainda mais caótico por parte dos parlamentares, em geral dar para sintetizar  em duas palavras a falta de ação coletiva: INEFICIÊNCIA e CORRUPÇÃO.

Outra verdade, é que uma cidade que não tem uma liderança capaz de encarar os desafios e buscar soluções para enfrentá-los, não merece ser gestor e muito menos, ter o reconhecimento do povo o qual representa. Na gestão pública não tem segredo, é igual a matemática. 

Fazendo uma analogia, não se pode gastar mais do que se arrecada. É o mesmo que administrar um lar, ou seja, o pai e a mãe de família que tem uma renda mensal de 1 mil reais, não pode gastar 2 mil. Ao contrário, deve priorizar o que é importante para sua família - educação dos filhos, saúde, cesta básica e etc., e ainda deixar uma porcentagem de sua renda para uma eventual emergência. Podemos, também dizer, que isso nada mais é do que ter à atitude de planejar e priorizar o que é necessário em tempos difíceis.  

Dessa forma, na administração pública só pode ser realizado o que está pautada na lei, considerando os princípios da LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE, EFICIÊNCIA. Assim, se o gestor/administrador não tiver a consciência e nem o conhecimento do que eles representam, pode pagar um alto preço por sua ineficiência e passividade. 

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