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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

"CANINDÉ NÃO PODE E NEM MERECE SER ADMINISTRADA SEM UM SONHO POR TRÁS"

Kaká Andrade, Diretor-Presidente do ITPS/SE
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Confira a seguir, trecho da entrevista que Kaká Andrade concedeu ao jornalista Jozailton Lima, do portal de notícias JL Política.

Segundo Kaká, "Canindé não pode e nem merece ser administrada sem um sonho por trás. Não tenho nada a ver com a Prefeitura e se tiver será com o município, na busca por melhorias. Eu acho que nele (Ednaldo) falta isso. Para pegar um município como Canindé, ou você tem um sonho, um propósito bem definido, ou nada avança. Como dizia Raul Seixas, basta ser sincero e desejar profundo. Acho que ou falta esse desejo em Ednaldo ou o desejo dele é uma coisa que não se manifesta. É rasa”.

Segundo JL Poítica, para Kaká, o povo de Canindé vê nele uma extensão do sonho sonhado por Orlandinho em favor do futuro da cidade. E isso, acredita, pode lhe ajudar, política e eleitoralmente. “Muitas das coisas que acontecem comigo na direção de uma futura candidatura decorem do fato de eu ser irmão dele”, diz. Confira a entrevista na integra clicando aqui.

JLPolítica - Que tipo de incompreensão entre o senhor e Ednaldo fez suspender a sua cooperação como secretário do município?

KA - Eu diria que Ednaldo não me queria no governo dele e que eu, portanto, não me sentia parte desse governo. Eu era parte do governo de Orlandinho. Um governo que sonhava. Que procurava em todos os cantos parcerias e soluções. Me senti um peixe fora d’água e, sem brigas ou falações, comuniquei-lhe que queria a minha exoneração. Saí, e não me arrependo. Considero uma decisão acertadíssima. Estava, digamos assim, adoecendo, porque havia ali um ambiente pesado em que colocavam meu nome em xeque e não sou disso. Tenho uma vida pautada na verdade. Na clareza das ações e intenções. Ninguém sai de uma conversa comigo enganado. Se eu posso, posso; se não, digo que não posso.

JLPolítica - Mas o Ednaldo não sonha administrativamente?

KA - Como eu passei a não frequentar muito a Prefeitura, até para deixar claro que não fazia mais parte - até hoje tem gente que acha que ainda estou lá -, eu não tenho nada a ver com a Prefeitura e se tiver será com o município, na busca por melhorias. Eu acho que nele falta isso. Para pegar um município como Canindé, ou você tem um sonho, um propósito bem definido, ou nada avança. Como dizia Raul Seixas, basta ser sincero e desejar profundo. Acho que ou falta esse desejo em Ednaldo ou o desejo dele é uma coisa que não se manifesta. É rasa. Só sei que Canindé não pode e nem merece ser administrada sem um sonho por trás.

JLPolítica - O senhor acha que Ednaldo vai para uma reeleição de prefeito?

KA - Esta é uma pergunta que deve ser feita a ele. Ele tem o direito. Se vai ou não, não sei.

JLPolítica - Em que pé está a sua intenção de disputar a Prefeitura de Canindé?

KA - Quando eu falei do sonho de Orlandinho, que foi embora precocemente, tendo a crer que a população automaticamente transferiu esse sonho para mim, e aí eu estou pavimentando a estrada para, se lá na frente eu tiver que trilhar esse caminho, ele não esteja com buracos.

JLPolítica - O senhor se sente com base eleitoral suficiente em Canindé para pleitear uma eleição de prefeito em Canindé, para “trilhar esse caminho”?

KA - Sinceramente, e sem falsa modéstia, sim. Sinto. É o que tenho visto. Vou a Canindé praticamente todos os finais de semana e o que tenho visto na maioria das pessoas e em todas as regiões da sede e dos povoados é que o meu desempenho enquanto gestor apoiando Orlandinho criou laços e hoje o que se busca é um gestor. As pessoas entendem que Canindé precisa de gestão. Na esfera política aí tem a questão sentimental, por eu ser um irmão de Orlandinho, mas também a questão da gestão em si. As duas se somam.

JLPolítica - Esse gráfico que o senhor faz do carisma de Orlandinho pode lhe beneficiar?

KA -  Pode, sim. E beneficiará. Muitas das coisas que acontecem comigo na direção de uma futura candidatura decorem do fato de eu ser irmão dele. O fato de ser irmão dele abre portas, mas compete a mim entrar nessas casas com respeito e conquistar, ao meu modo, essas pessoas. A abertura é forte. O nome de Orlandinho me ajuda e ajudaria a qualquer pessoa. É uma senhora grife.

Por JL Política
Com contribuição de Valdir Inácio
DC - Diário da Cidade e Política 

Um comentário:

  1. Da para medir o caráter do individuo só pelo fato de utilizar o nome do Falecido irmão para se auto promover! Canindé não merece esse tipo de gestor!

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