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sábado, 31 de março de 2012

O ABRAÇO NA PANELA


Texto e adaptação de prof. Edjenaldo Ferreira, em 31/03/2012.
 
Chega um momento na vida que é preciso decidir. As pessoas vivem no vale da decisão, são tantas opções que muitas vezes nem se sabe a melhor delas para suas vidas, sem contar que em outras oportunidades prefere-se ficar com a decisão costumeira, o fato é que cada momento nos apresenta uma realidade diferente.

Basta olhar ao redor para perceber que o mundo é dinâmico e tudo quanto nele há também o são, ou quase tudo. Para ilustrar, vou contar uma história que li certa vez de um mestre, sobre um urso faminto que perambulava pela floresta em busca de alimento:

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“- A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O fato é que o urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida... Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.”

Quando terminei de ler esta história, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.  Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que protegemos, acreditamos e defendemos.

É preciso refletir em cada situação, e, não fazermos como o urso que morreu queimado, mas não largou a panela que lhe ofendia. Chegou o momento que o urro do urso não resolveu a situação, como de costume, era preciso tomar outra atitude para escapar com a vida.
Fica o exemplo, para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer: em certos momentos, nem sempre o que parece ser a salvação, vai dar condições de prosseguir a jornada.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve, solte a panela... Qual será a panela que você precisa soltar?
“Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede.” (Salmos 25.15). Jesus Cristo disse: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14. 3).

Fonte: História postada no Grupo Amigos de Deus em 08/2009 - Colaboração de Um Amigo de Deus Jéssica Ranelli.

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